sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Dá-me a Tua mão, Maria.

Todas as palavras me parecem pequenas demais para Ti, Mãe de Jesus.
Como Te falar, se não conheço as orações devidas, as preces habituais, os costumes acertados?
Ajoelho-me, minúscula, perante Ti.
Olho a Tua cara terna, mansa, humilde.
Fecho os olhos e conservo a Tua expressão.
Sinto, apenas, sem palavras nem orações.
Alagam-se-me os olhos ainda fechados.
As lágrimas não descem ao chão, sobem para Ti.
Sei que me ouves, mesmo sem palavras nem orações.
Guardo a Tua tranquilidade que me chega no silêncio da capela vazia.
Oiço a Tua imensa confiança no dia que nasce e na noite que se levanta.
Quem sou eu para Te pedir a mão, Maria?!
E, no entanto, sinto-Te a meu lado, sorrindo.
Respiro fundo como pedindo ao tempo que pare para que eu, minúscula, para sempre no Teu colo, aprenda.
Aperto as mãos com força e peço ao Espírito Santo que me ajude a seguir-Te.
Abro os olhos devagar, como uma criança que espreita para a lareira na manhã de Natal.
Todas as palavras me parecem pequenas demais para Ti, Mãe de Jesus.
Olho-Te, minúscula, e sorrio enquanto Te levantas comigo pela mão.
Alagam-se-me os olhos enquanto saio da capela vazia, mas as lágrimas não caem no chão, Tu apanha-las e com elas regas as flores do caminho.

Liliana

"Santa Maria, Mãe de Deus,
Vós destes ao mundo a luz verdadeira,
Jesus, vosso filho - Filho de Deus.
Entregastes-Vos completamente
ao chamamento de Deus
e assim Vos tornastes fonte
da bondade que brota d'Dele.
Mostrai-nos Jesus.
Guiai-nos para Ele.
Ensinai-nos a conhecê-Lo e amá-Lo,
para podermos também nós
tornar-nos capazes de verdadeiro amo
e de fontes de água viva
no meio de um mundo sequioso.
Amen"
BENTO XVI - "Deus é amor"

Caminhos passados